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SINTRAM pede suspensão da limpeza do Rio Manhuaçu devido a falta de EPI para servidores



Preocupados com a situação da saúde dos servidores do SAMAL, que estão realizando a limpeza do rio Manhuaçu, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (SINTRAM), Jaime Ferreira e o presidente eleito, Márcio Silva Correa, endereçaram ofício à chefe do Executivo e ao diretor da autarquia solicitando a suspensão temporária do serviço, devido a pandemia.

O presidente eleito, Márcio Silva Correa esteve reunido com os funcionários, acompanhado do vice-presidente, Leandro Belga e o assessor jurídico, Dr. Glauber Vidal, para falar sobre os riscos e a necessidade do uso de Equipamento de Proteção Individual, para a execução da tarefa.


Durante a reunião, os representantes do SINTRAM esclareceram que a entidade é contrária à execução da atividade no rio, que recebe diariamente uma carga de esgoto não somente da cidade de Manhuaçu, distritos e vilas. Os municípios de Luisburgo e São João do Manhuaçu também lançam seus dejetos em suas águas. Com isso, a carga viral do rio aumentou consideravelmente.

Para justificar o pedido de suspensão da limpeza e preservar a saúde dos funcionários, a diretoria do sindicato apresentou um estudo realizado na China. Durante a quarentena obrigatória, a pesquisa mostra que os pacientes da doença tinham em suas fezes o material genético do vírus, mesmo depois de não apresentá-lo mais no pulmão, nem nas vias respiratórias.


Foram oferecidos os EPIs e, os servidores assinaram o termo de responsabilidade. “Mesmo tendo colocado para os servidores a nossa posição terminantemente contra, ouvido dos mesmos as suas posições, deixamos claro que é de conhecimento que o rio Manhuaçu recebe uma alta carga de esgoto, não somente da cidade de Manhuaçu, mas de Luisburgo e São João do Manhuaçu”, explica Márcio Silva Correa.


Ele ressalta ainda, que havendo continuidade aos serviços, há a necessidade de que todos aqueles que tiveram contato com a água do rio, sejam submetidos a exames e tratamento profiláticos das parasitoses e, ao final o teste de COVID 19, bem como a exigência para a utilização dos EPIs dentro das normas de segurança do trabalho.


Eduardo Satil – Assessoria de Imprensa – SINTRAM

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