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Sem "dedada". Brasileiros criam tecnologia para detectar câncer de próstata.

Além de ser mais eficiente, nova forma de fazer o exame poupa o paciente de transtorno clínicos e psicológico e economiza gastos públicos com saúde.



Pesquisadores de Minas Gerais desenvolveram um método para detectar o câncer de próstata muito mais eficaz que a tradicional "DEDADA".


Sabemos que isso é um tabu para muitos homens, mas é importante falarmos sobre, muito mais do que isso, fazer o exame se necessário. O câncer não é coisa seria.




Para alegria de muitos homens, o método tradicional está com os dias contados.


Isso porque um grupo de cientistas, incentivado pela Fundação de Apoio à pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapamig) que conta com a participação do Pesquisador Luiz Ricardo Goulart Filho, da Universidade Federal de Uberlândia, desenvolveram um exame com eficácia de até 80% e com resultado em apenas 24 horas.


O novo método de fazer exames de próstata já está com carta patente emitida, ajuda no tratamento da doença. Além da alta precisão de diagnóstico.


Goulart explica que o procedimento poupa o paciente clínica e psicologicamente, e diminui os gastos do SUS na detecção do tumor, já que o processo é mais rápido e pratico.


Neste novo método de detecção, procura-se identificar células tumorais por meio de marcadores específicos da próstata, extraídos do RNA mensageiro - molécula responsável pela síntese de proteínas das células do corpo. O processo não precisa de cirurgia, sendo necessária a retirada de apenas 5 ml de sangue.


"Retiramos o sangue periférico, separamos os leucócitos (glóbulos brancos) e extraímos o RNA. Posteriormente, colocamos em uma espécie de máquina para amplificar o DNA por marcadores específicos tumorais", explica o pesquisador.


Além de maior eficácia, o método detecta o câncer no estágio inicial, o que aumenta a possibilidade de cura. De acordo com Goulart Filho, o tradicional exame de toque "só possui 20% de sensibilidade e o urologista só consegue perceber quando a doença já está em estágio avançado".


Também segundo o pesquisador, os métodos convencionais utilizados atualmente têm eficácia entre 35% e 40% e geram desgaste desnecessário ao paciente. "Como consequência, temos um número expressivo de biópsias desnecessárias, o que chega a 65% dos casos", explica.


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