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Risco de morte é maior na 116


Proporção de acidente e óbito na BR que liga o sul ao norte do país supera a 381, líder em ocorrências

O carro em que Wilson Cupertino Junior, 30, estava bateu na traseira de um caminhão e rodou em um trecho da BR–116, na altura do distrito de Dom Corrêa, na região da Zona da Mata mineira. Junior estava no banco de trás e, ao perceber que o veículo receberia o impacto de outro carro, abraçou o filho de 4 anos para protegê-lo. Os carros se chocaram, e Junior morreu na hora. O ato heroico do pai preservou a vida do pequeno Luiz Felipe, que teve algumas escoriações nas pernas. O acidente aconteceu em setembro de 2017.

A BR–116 é a rodovia onde os condutores têm mais chances de morrer, de acordo com levantamento feito pela reportagem de O TEMPO, com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Apenas em 2017, 170 pessoas perderam a vida em 1.620 acidentes na rodovia.

A proporção entre acidente e morte é maior na 116 em relação à 381, que lidera no número de acidentes, com 4.177 colisões e 222 mortes no ano passado. De acordo com os dados, a cada dez ocorrências na 116 uma pessoa morre. Já na BR–381, há uma morte a cada 19 acidentes. Apesar dos números, a situação geral da 116 é considerada “regular” pela última pesquisa CNT de Rodovias.


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