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Conta de luz tem reajuste de quase 43% de aumento


Foi anunciado na última terça-feira, 24/10, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o aumento de 42,8% para o valor a ser cobrado do consumidor pela conta de luz quando acionada a bandeira 2 vermelha. Com o reajuste, os consumidores passam a pagar R$ 5 a cada 100 kWh consumidos. O valor anterior era de R$ 3,50.

A Aneel afirmou que a novo valor de referência passa a ser cobrado na conta de luz a partir do mês de novembro, porém o valor será submetido a uma audiência pública e poderá ser alterado após a votação.

Quando a autarquia informa aumento de preços, esses recursos são destinados a cobrir custos com a geração de energia, em especial, em momentos de seca, que faz com que o nível de armazenamento de águas nas hidrelétricas fica abaixo do essencial para o funcionamento e é necessário acionar mais termelétrica, que suprem a demanda mais a um custo mais alto.

Com a estiagem a atingir as principais hidrelétricas brasileiro o consumidor já tem arcado com o custo da bandeira 2 vermelha neste mês de outubro, porém paga o valor sem o reajuste de dois dígitos. Em contrapartida ao aumento salgado, a agência reguladora não alterou o valor para a bandeira 1 vermelha, o mantendo em R$ 3 a cada 100 kWh consumidos. Já a taxa da bandeira amarela cairá pela metade, de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh consumidos. Mudanças Outra anuncio feito pela Aneel nesta terça-feira refere-se ao gatilho de acionamento das bandeiras tarifárias. Atualmente leva em consideração o valor do Custo Marginal de Operação (CMO) para o próximo mês. Pelo atual modelo, a decisão leva em conta o volume de chuva nos dias próximos às reuniões, mesmo que as precipitações diminuam ao longo do mês.

Bandeiras tarifárias da conta de luz são alteradas de acordo com o nível das chuvas.

A agência avalia agora a possibilidade de que também seja considerado o armazenamento dos reservatórios no cálculo da tarifa. Se a fórmula debatida estivesse em vigor, a agência poderia ter acionado antes as bandeiras amarela ou vermelha durante o período seco, quando já se esperava uma hidrologia desfavorável e diminuição acima da média do volume dos reservatórios. Todas as medidas anunciadas pela Aneel impactam diretamente o valor da conta de luz aos brasileiros.

SISTEMA REPÕE GASTOS EXTRAS COM TERMELÉTRICAS

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia gerada por meio de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. É o que está ocorrendo neste ano, quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas de todo o país registram baixas históricas.

Para fazer a mudança, a Aneel argumenta que a conta das bandeiras em 2017 está deficitária. Ou seja, o valor arrecadado com o sistema, que aplica uma taxa extra nas contas de luz, não está sendo suficiente para cobrir a alta no custo da geração de energia provocada pelo uso mais intenso das termelétricas. Por isso, a decisão de aumentar o preço das bandeiras já em novembro. Normalmente, a revisão desse mecanismo ocorre no início de cada ano.

Além de aumentar a taxa extra das bandeiras, a Aneel fez uma mudança na forma como esse sistema é acionado. Atualmente, o acionamento de cada bandeira é muito sensível aos preços no curto prazo e à previsão das chuvas para as semanas seguintes.

O problema é, quando chove menos que o previsto, o sistema fica “descalibrado”, recolhendo menos que o necessário bancar o custo das usinas térmicas mais cara e enviando ao consumidor um sinal errado sobre a situação do setor. Agora, a Aneel vai deixar o modelo das bandeiras tarifárias mais suscetíveis ao nível dos reservatórios — que levam o governo a acionar mais térmicas.

Fonte: Diário de Manhuaçu

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